Inmed
Brasil constrói
hortas e
realiza sonhos em Camaçari e
Dias D’Ávila
A Inmed
Brasil, em parceria com a Monsanto, construiu
10 hortas nas escolas municipais de Camaçari e Dias
D’Ávila, municípios da Grande Salvador,
na Bahia. Os produtos obtidos nas plantações
são usados no enriquecimento da merenda escolar e
na elaboração de uma comida mais balanceada
e natural para os alunos.
Parece simples, mas a criação de uma horta nem sempre é um
objetivo fácil de ser alcançado. Ednalva Pereira Vasconcelos Souza,
34 anos, diretora da Escola Padre Paulo Maria Tonucci, bairro Nova Petrópolis,
em Camaçari, conta que há vários anos tentava implementar
uma horta na escola. Não conseguia.
“Era um sonho antigo fazer uma horta na nossa escola.
Graças a esse apoio, conseguimos concretizar.” A
horta, segundo a diretora, faz sucesso. “Além de
ajudar os alunos em atividades pedagógicas, complementa
a merenda escolar.”
A
Escola Municipal Padre Paulo chama atenção
pela limpeza, capricho de suas instalações e infra-estrutura.
A biblioteca tem livros e equipamentos novos de DVD, TV e antena
parabólica, adquiridos em programas do governo federal,
como o PDDE (Programa Direto Para a Escola).
Na
horta, foram plantados milho, couve, alface, tomate, cebola,
entre outros produtos. A professora Cathilene Santos Vieira,
22 anos, diz que os alunos “brigam” para cuidar da horta
e se interessam pelo processo de crescimento. “A gente trabalha
muito com ciências, com o ciclo da natureza. Falar é uma
coisa, conhecer de perto o processo de nascimento e desenvolvimento
de uma planta é outra bem diferente.”
Próxima
dali, na Escola Municipal Virginia Reis Tude (também
impecável, higienizada, com cheirinho de limpeza),
a merendeira Joelita de Souza Damaceno, 44 anos, havia acabado
de retirar folhas de couve da horta. Ela lavava a cuidadosamente
a verdura, que seria utilizada em uma sopa de legumes. A
panela fumegava no fogão ao lado dela.
“A
gente usa tudo da horta. É couve, pimentão,
quiabo, pepino, coentro, hortelã. A couve é usada
na sopa e na moqueca também. É tudo fresquinho,
natural, sem química. Cresce rápido e, em uma
semana, já está tudo verde e viçoso.”
O
horteiro Odilon dos Santos Marques, 56 anos, revela o segredo
de se plantar uma horta com sucesso: “Converso com
as plantas, como se estivesse falando com uma criança.
Elas me entendem e crescem bonitas.”
Os
alunos Ionara dos Santos, 7 anos; Jamile Puridade Pereira,
7 anos; Fabiana Araújo dos Anjos, 7 anos; Dinei Felipe
Jesus dos Santos, 7 anos; participaram da construção
da horta. Eles dizem: “Nós plantamos quiabo, tomate,
pimentão, alface. Vimos crescer. É muito legal.”

Vista do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA) |
Verminose - Camaçari é uma
cidade de 150 mil habitantes, distante 50 km
de Salvador, mais conhecida pelo seu pólo
industrial, onde ficam cerca de 60 indústrias
químicas, petroquímicas, de celulose
e automotivas. Apesar do crescimento industrial,
algumas áreas de Camaçari ainda
enfrentam problemas de falta de saneamento
básico, o que causa o aparecimento de
doenças, como as verminoses. Para minimizar
essa situação, a Inmed
Brasil distribui aos alunos o anti-helmíntico Pantelmin®,
doado pela empresa farmacêutica parceira
Janssen-Cilag, desde que os familiares autorizem
a administração
do medicamento. Aliadas ao tratamento e como
forma de prevenção, são
realizadas atividades educativas e preventivas
com professores, merendeiras e agentes comunitários
de saúde. |
A
professora Luciene Neves da Silva, 37 anos,
lembra de fatos marcantes: “Já vi
criança entrar em estado de coma e morrer
por causa de verme. O bicho corroeu todo o estômago
dela. Já socorri criança soltando
verme pela boca. Por isso, é fundamental
esse tipo de trabalho que a Inmed Brasil faz
aqui na escola.”
Cristiana
Reis Lima, 30 anos, mãe de
três alunas da Escola Padre Paulo, ficou
satisfeita com o tratamento que suas filhas receberam. “Elas
tinham coceira nos genitais, falta de apetite,
falta de atividade física. Eram lentas,
tinham dificuldade para acordar de manhã.
Hoje, depois que elas foram medicadas, melhoraram
bastante. Elas acordam até sozinhas.”
Outra
mãe de alunos, Sonia Maria de
Oliveira, 39 anos, 4 filhos, diz que, depois
da administração do anti-helmíntico,
os filhos recuperaram o apetite, ficaram mais
ativos, com disposição para brincar
e se alimentar. “Eles se recuperaram bem.
Vão tomar a segunda dose agora.”
Ednalva,
diretora da Escola Padre Paulo, disse
que já levou crianças, com ataques
de vermes ao pronto-socorro. “É uma
situação crítica.
Houve um caso de uma criança que
ficou internada dois dias por causa de
verminose. Eu mesma já levei três
crianças para o hospital com ataque
de verme.” Ednalva explica que o
bairro Nova Vitória, próximo à escola,
não tem infra-estrutura sanitária. “As
crianças andam descalças
em meio ao esgoto. É uma luta para
cortar esse hábito.” |

Ednalva
Souza, diretora da escola Padre Paulo |
A
diretora apóia as ações
preventivas, desenvolvidas pela Inmed
Brasil: “Essa distribuição
de kits (Dr.Dentuço, da Colgate-Palmolive)
para as crianças aprenderem a escovar
os dentes, as palestras sobre verminose, que
explicam como se dá o contágio.
Tudo isso é importante. Os resultados
também são surpreendentes. Não
tive mais caso de criança passando mal
na escola por causa de verme.”
Outra
providência
fundamental foi tomada pela Prefeitura de Camaçari. Além da distribuição
de camisetas (com o nome da escola), mochila, a administração passou
a dar tênis para as crianças, como parte do uniforme.
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Dias
D’Ávila
Dias
D'Ávila fica a 54 quilometros da capital Salvador
(BA) |
Com
55 mil habitantes, distante 54 km de Salvador, Dias D’Ávila
era até a década de 1970 um pólo de lazer
e descanso com belas casas de veraneio, que abrigavam a população
de alto poder aquisitivo da capital baiana. O nome da cidade
origina-se do nome do fazendeiro Francisco Dias D’Ávila,
filho do fidalgo português Garcia D’Ávila,
agraciado com uma sesmaria (terras incultas) da corte portuguesa.
Hoje, Dias D’Ávila mantém muitas construções
que remontam àquela época: casas grandes, cercadas
por amplas áreas verdes, em ruas tranqüilas e arborizadas.
Os problemas sanitários, no entanto, começam a
deteriorar a qualidade de vida do município.
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A
diretora do Centro Educacional Padre Camilo Torrend, Cláudia
Cristiani Verçosa Simões, 30 anos, diz que o
rio Jacumirim (antigo ponto de lazer da população)
está poluído. “A própria comunidade
joga muito lixo no rio. Há também falta de saneamento
básico, o que causa doenças nas crianças,
como verminoses.”
Cláudia
Cristiani lembra-se do caso de um aluno, infectado por vermes,
que recebeu o medicamento anti-helmíntico, distribuído
pela Inmed Brasil, e teve uma reação
chocante: “Os vermes saíam por todos os lugares
do corpo dele. O menino estava muito mal. Hoje, recuperou-se
e está bem de saúde.
A
aluna Emellin Simões, 11 anos, da 6ª série,
sentia intensas dores de barriga e não tinha disposição
para nada. “Tomei o remédio para matar os vermes
e aí melhorei.”
Horta – Um
dos orgulhos da Escola Torrend, que tem 1.100 alunos, é a sua horta. A
diretora Cláudia Cristiani conta que a escola havia
tentado construir uma horta há quatro anos, mas
sem sucesso. “Com o suporte da Inmed Brasil,
que trouxe um horteiro e conhecimento técnico, felizmente,
conseguimos ter a nossa horta.”
A
merendeira Maria Genice Silva, 58 anos, usa vários
produtos, tirados da horta, para reforçar a alimentação
dos estudantes. “É coentro, alface, couve,
tomate, pimentão. A gente tira tudo da horta. Na
próxima colheita, vamos ter rúcula, alface
e pimenta malagueta.” |

Maria
Silva, da escola Torrend, retira produtos da horta |
A
menina Carine Belau, 12 anos, 6ª série, participou
do plantio da horta na escola e também em sua casa: “Eu
e a minha avó plantamos tomate, hortelã, coentro,
cenoura, lá no quintal de casa, que é bem grande.”
A
educadora Ana Isabel Silva Oliveira, 38 anos, fala sobre a
importância da horta na didática: “Os alunos
gostam dessa atividade, principalmente, aqueles alunos que são
oriundos da zona rural e ficam com sua auto-estima mais elevada,
porque eles têm conhecimento prático e sabem como
mexer na plantação. Eles se sentem mais valorizados
ao ensinar suas técnicas para os meninos da cidade.”
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