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Junho 2006


   
Inmed Brasil constrói hortas e
realiza sonhos em Camaçari e Dias D’Ávila
 

A Inmed Brasil, em parceria com a Monsanto, construiu 10 hortas nas escolas municipais de Camaçari e Dias D’Ávila, municípios da Grande Salvador, na Bahia. Os produtos obtidos nas plantações são usados no enriquecimento da merenda escolar e na elaboração de uma comida mais balanceada e natural para os alunos.
Parece simples, mas a criação de uma horta nem sempre é um objetivo fácil de ser alcançado. Ednalva Pereira Vasconcelos Souza, 34 anos, diretora da Escola Padre Paulo Maria Tonucci, bairro Nova Petrópolis, em Camaçari, conta que há vários anos tentava implementar uma horta na escola. Não conseguia.

“Era um sonho antigo fazer uma horta na nossa escola. Graças a esse apoio, conseguimos concretizar.” A horta, segundo a diretora, faz sucesso. “Além de ajudar os alunos em atividades pedagógicas, complementa a merenda escolar.”

A Escola Municipal Padre Paulo chama atenção pela limpeza, capricho de suas instalações e infra-estrutura. A biblioteca tem livros e equipamentos novos de DVD, TV e antena parabólica, adquiridos em programas do governo federal, como o PDDE (Programa Direto Para a Escola).

Na horta, foram plantados milho, couve, alface, tomate, cebola, entre outros produtos. A professora Cathilene Santos Vieira, 22 anos, diz que os alunos “brigam” para cuidar da horta e se interessam pelo processo de crescimento. “A gente trabalha muito com ciências, com o ciclo da natureza. Falar é uma coisa, conhecer de perto o processo de nascimento e desenvolvimento de uma planta é outra bem diferente.”
 

Odilon prepara a terra...


...e Joelita escolhe...


...folhas de couve que vão...

...enriquecer a merenda escolar
 
Próxima dali, na Escola Municipal Virginia Reis Tude (também impecável, higienizada, com cheirinho de limpeza), a merendeira Joelita de Souza Damaceno, 44 anos, havia acabado de retirar folhas de couve da horta. Ela lavava a cuidadosamente a verdura, que seria utilizada em uma sopa de legumes. A panela fumegava no fogão ao lado dela.

“A gente usa tudo da horta. É couve, pimentão, quiabo, pepino, coentro, hortelã. A couve é usada na sopa e na moqueca também. É tudo fresquinho, natural, sem química. Cresce rápido e, em uma semana, já está tudo verde e viçoso.”

O horteiro Odilon dos Santos Marques, 56 anos, revela o segredo de se plantar uma horta com sucesso: “Converso com as plantas, como se estivesse falando com uma criança. Elas me entendem e crescem bonitas.”

Os alunos Ionara dos Santos, 7 anos; Jamile Puridade Pereira, 7 anos; Fabiana Araújo dos Anjos, 7 anos; Dinei Felipe Jesus dos Santos, 7 anos; participaram da construção da horta. Eles dizem: “Nós plantamos quiabo, tomate, pimentão, alface. Vimos crescer. É muito legal.”
 

  

Vista do Pólo Petroquímico de Camaçari (BA)

Verminose - Camaçari é uma cidade de 150 mil habitantes, distante 50 km de Salvador, mais conhecida pelo seu pólo industrial, onde ficam cerca de 60 indústrias químicas, petroquímicas, de celulose e automotivas. Apesar do crescimento industrial, algumas áreas de Camaçari ainda enfrentam problemas de falta de saneamento básico, o que causa o aparecimento de doenças, como as verminoses. Para minimizar essa situação, a Inmed Brasil distribui aos alunos o anti-helmíntico Pantelmin®, doado pela empresa farmacêutica parceira Janssen-Cilag, desde que os familiares autorizem a administração do medicamento. Aliadas ao tratamento e como forma de prevenção, são realizadas atividades educativas e preventivas com professores, merendeiras e agentes comunitários de saúde.

A professora Luciene Neves da Silva, 37 anos, lembra de fatos marcantes: “Já vi criança entrar em estado de coma e morrer por causa de verme. O bicho corroeu todo o estômago dela. Já socorri criança soltando verme pela boca. Por isso, é fundamental esse tipo de trabalho que a Inmed Brasil faz aqui na escola.”

Cristiana Reis Lima, 30 anos, mãe de três alunas da Escola Padre Paulo, ficou satisfeita com o tratamento que suas filhas receberam. “Elas tinham coceira nos genitais, falta de apetite, falta de atividade física. Eram lentas, tinham dificuldade para acordar de manhã. Hoje, depois que elas foram medicadas, melhoraram bastante. Elas acordam até sozinhas.”

Outra mãe de alunos, Sonia Maria de Oliveira, 39 anos, 4 filhos, diz que, depois da administração do anti-helmíntico, os filhos recuperaram o apetite, ficaram mais ativos, com disposição para brincar e se alimentar. “Eles se recuperaram bem. Vão tomar a segunda dose agora.”
 
Ednalva, diretora da Escola Padre Paulo, disse que já levou crianças, com ataques de vermes ao pronto-socorro. “É uma situação crítica. Houve um caso de uma criança que ficou internada dois dias por causa de verminose. Eu mesma já levei três crianças para o hospital com ataque de verme.” Ednalva explica que o bairro Nova Vitória, próximo à escola, não tem infra-estrutura sanitária. “As crianças andam descalças em meio ao esgoto. É uma luta para cortar esse hábito.”

Ednalva Souza, diretora da escola Padre Paulo
 
A diretora apóia as ações preventivas, desenvolvidas pela Inmed Brasil: “Essa distribuição de kits (Dr.Dentuço, da Colgate-Palmolive) para as crianças aprenderem a escovar os dentes, as palestras sobre verminose, que explicam como se dá o contágio. Tudo isso é importante. Os resultados também são surpreendentes. Não tive mais caso de criança passando mal na escola por causa de verme.” 

Outra providência fundamental foi tomada pela Prefeitura de Camaçari. Além da distribuição de camisetas (com o nome da escola), mochila, a administração passou a dar tênis para as crianças, como parte do uniforme.

  
 

Dias D’Ávila

 
Dias D'Ávila fica a 54 quilometros da capital Salvador (BA)

Com 55 mil habitantes, distante 54 km de Salvador, Dias D’Ávila era até a década de 1970 um pólo de lazer e descanso com belas casas de veraneio, que abrigavam a população de alto poder aquisitivo da capital baiana. O nome da cidade origina-se do nome do fazendeiro Francisco Dias D’Ávila, filho do fidalgo português Garcia D’Ávila, agraciado com uma sesmaria (terras incultas) da corte portuguesa.
Hoje, Dias D’Ávila mantém muitas construções que remontam àquela época: casas grandes, cercadas por amplas áreas verdes, em ruas tranqüilas e arborizadas. Os problemas sanitários, no entanto, começam a deteriorar a qualidade de vida do município.


A diretora do Centro Educacional Padre Camilo Torrend, Cláudia Cristiani Verçosa Simões, 30 anos, diz que o rio Jacumirim (antigo ponto de lazer da população) está poluído. “A própria comunidade joga muito lixo no rio. Há também falta de saneamento básico, o que causa doenças nas crianças, como verminoses.”

Cláudia Cristiani lembra-se do caso de um aluno, infectado por vermes, que recebeu o medicamento anti-helmíntico, distribuído pela Inmed Brasil, e teve uma reação chocante: “Os vermes saíam por todos os lugares do corpo dele. O menino estava muito mal. Hoje, recuperou-se e está bem de saúde.

A aluna Emellin Simões, 11 anos, da 6ª série, sentia intensas dores de barriga e não tinha disposição para nada. “Tomei o remédio para matar os vermes e aí melhorei.”
  

Horta – Um dos orgulhos da Escola Torrend, que tem 1.100 alunos, é a sua horta. A diretora Cláudia Cristiani conta que a escola havia tentado construir uma horta há quatro anos, mas sem sucesso. “Com o suporte da Inmed Brasil, que trouxe um horteiro e conhecimento técnico, felizmente, conseguimos ter a nossa horta.”

A merendeira Maria Genice Silva, 58 anos, usa vários produtos, tirados da horta, para reforçar a alimentação dos estudantes. “É coentro, alface, couve, tomate, pimentão. A gente tira tudo da horta. Na próxima colheita, vamos ter rúcula, alface e pimenta malagueta.”


Maria Silva, da escola Torrend, retira produtos da horta

 
A menina Carine Belau, 12 anos, 6ª série, participou do plantio da horta na escola e também em sua casa: “Eu e a minha avó plantamos tomate, hortelã, coentro, cenoura, lá no quintal de casa, que é bem grande.”

A educadora Ana Isabel Silva Oliveira, 38 anos, fala sobre a importância da horta na didática: “Os alunos gostam dessa atividade, principalmente, aqueles alunos que são oriundos da zona rural e ficam com sua auto-estima mais elevada, porque eles têm conhecimento prático e sabem como mexer na plantação. Eles se sentem mais valorizados ao ensinar suas técnicas para os meninos da cidade.”

 
 

Parceiros da INMED Brasil
USAID Brasil e o Global Development Alliance of USAID; Monsanto Fund e Monsanto Brasil; GE Fund e GE Brasil; El Paso; Termonorte; Rio Polímeros; Johnson&Johnson e Janssen-Cilag;
Colgate-Palmolive; Allen Foundation; Merck Sharp&Dohme; Ache Laboratórios;
e a ONG INMED Partnerships for Children.


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