www.inmed.org.br Outubro de 2006


Francisco Morato
: 97% dos alunos já sabem para que serve a camisinha

Em 2005, 77% dos estudantes de 3ª e 4ª séries desconheciam o que era e para que servia um preservativo

Chegou ao fim o programa Prevenção Quanto Antes Melhor, realizado pela Inmed Brasil, em parceria com a empresa farmacêutica Merck Sharp & Dohme. O objetivo dessa ação foi reduzir a transmissão de HIV/Aids entre jovens de Francisco Morato, município da região metropolitana de São Paulo.

Em 2005, quando teve início o projeto, 60% dos alunos, de 3ª e 4ª séries do ensino fundamental de oito escolas, desconheciam o que era e para que servia uma camisinha. Hoje, 97% dos estudantes que participaram do programa sabem dizer qual é a utilidade do preservativo.

No ano passado, 77% dos alunos de 3ª e 4ª séries não sabiam responder à pergunta: “Você sabe o que é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível?”. Atualmente, 83% sabem a resposta e são capazes de nomear algumas DSTs, inclusive Aids e gonorréia.

Entre os alunos de 5ª e 6ª séries, 61% não sabiam que a camisinha evita contrair DSTs. Agora, 83,4% estão informados e podem citar vários nomes de doenças transmissíveis sexualmente, inclusive a Aids.

No início do projeto, técnicos da Inmed Brasil aplicaram questionários de avaliação de conhecimento sobre sexualidade, que foram respondidos por estudantes de 6 a 14 anos. As oito instituições de ensino, onde ocorreu o levantamento, são as seguintes: Escolas Estaduais Belém da Serra, Pedro Paulo, Rogério Levorim; e as Escolas Municipais Parque 120 II, Nossa Senhora, Tânia Fernandes, Celestina Legenfelder e Roberto Brandini. A ação envolveu 5.578 alunos e 99 professores.

Durante o tempo de duração do projeto (junho de 2005 a agosto de 2006), houve várias atividades desenvolvidas nas escolas de Francisco Morato. Foi feito um trabalho de formação para professores e agentes comunitários de saúde; houve reuniões educativas com a comunidade e as crianças, avaliação dos alunos, envolvimento comunitário (feiras, palestras, exposições de trabalhos) e o concurso Prevenção na Ponta do Lápis de redação, pôster e desenho, que distribuiu prêmios aos alunos vencedores.
Desenho vencedor do concurso
 

Sonia Maria da Silva
O programa de conscientização causou polêmica. Muitos pais não concordaram que as informações sobre sexualidade deveriam ser transmitidas aos filhos no ambiente escolar. A dona de casa Sonia Maria da Silva, 38 anos, três filhos, disse que ficou chocada. “Não acho certo falar sobre sexo para crianças.” Ela se qualificou como uma pessoa conservadora, que considera inadequado discutir sexo com jovens de idade inferior a 15 anos. Já o filho de Sonia, Igor, 10 anos, gostou do projeto: “Aprendi que camisinha serve para evitar doenças e não engravidar. Não sabia dessas coisas.”
Outra mãe de aluno, Delza Laura da Silva Bueno, 41 anos, pensa de outra forma: “Não são todos os pais que conseguem falar sobre sexo com seus filhos”. Patrina, 10 anos, filha de Delza, achou importante as aulas sobre sexualidade. “Eu tinha muitas dúvidas que queria perguntar para a minha mãe, mas tinha vergonha. Eu também não sabia como tinha nascido. Agora, sei.”
Delza Laura da Silva Bueno

Ana Valquíria
Ana Valquíria, 30 anos, dois filhos de 10 e 9 anos, disse que nunca conseguiu falar de sexo com seus filhos. Ela sofreu abuso sexual, quando era criança, e diz que ficou traumatizada com o episódio. “Para mim, foi um alívio quando a escola começou a passar essas informações.”

Veja outros depoimentos:

Orlanda Della Torre Ortiz, 62 anos, diretora da Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Nossa Senhora Aparecida: “No princípio, ficamos preocupado, mas o programa teve uma aceitação muito grande. A equipe toda abraçou o projeto com carinho.”

Vania da Silva Nascimento, assistente técnica pedagógica da Secretaria de Educação: “O professor tem dificuldade para trabalhar com o tema sexualidade em sala de aula. Com esse programa, atingimos oito escolas e achei interessante. As questões sexuais ainda estão ligadas a algo sujo e pecaminoso. Por isso, iniciativas como esta favorecem mudanças de paradigmas.”

Roberta Coelho de Oliveira, 22 anos, professora da Emeief Parque 120 II: “É muito importante este projeto, porque os alunos começam sua vida de forma precoce. Nós estamos sendo capacitados e sentimos mais firmeza para tratar de sexo e prevenção de doenças na classe”.

Concurso - Uma das muitas atividades do programa Prevenção Quanto Antes Melhor foi o concurso Prevenção na Ponta do Lápis. Os estudantes eram estimulados a fazer trabalhos escolares, com base na prevenção de DST/Aids.

Larissa Barbosa do Nascimento Farias, 10 anos, 4ª série da Escola Parque 120 II, disse que quando estava fazendo o trabalho sobre prevenção a DSTs/Aids, quis saber como se contraía o HIV. “Minha professora respondeu: Sangue, drogas injetáveis e sexo.” Ela, então, fez um trabalho em cartolina mostrando um casal de namorados e escreveu: “Previna-se contra a Aids. Use preservativo.”

Grazielle da Silva Souza, 10 anos, 4ª série da Escola Parque 120 II, também foi informada sobre as formas de contágio: “Fiz um trabalho na escola sobre DST/Aids. Recortei uma foto de um casal transando na cachoeira e escrevi: ‘Previna-se: Use camisinha para não ficar doente’”.

Os alunos Pablo Garcia Domingues , 8 anos, 2ª série; Vitor Silva, 11 anos, 5ª série; Denis Henrique da Silva Lizardo, 8 anos, 3ª série; participaram da competição Prevenção na Ponta do Lápis e cada um deles sagrou-se vencedor em uma das três categorias, que estavam em disputa (Redação, Pôster e Desenho). Veja o que eles disseram:

Pablo (vencedor na categoria Desenho): “A minha professora me contou sobre o parto. Eu não sabia como se nascia. Depois que ela me explicou, tive uma idéia e ganhei o concurso”.

Denis (vencedor na categoria Pôster): “Eu não sabia como se pegava Aids. Agora, fiquei sabendo. Fiz um trabalho de cartolina e escrevi: ‘Risque este risco da sua vida’. Ganhei!”.

Vitor (vencedor na categoria Redação): “Não tinha idéia como se contraía Aids. Achei legal saber essas coisas e participar do concurso. Em casa, minha mãe ficou contente, ela disse: ‘Estou muito feliz com você, Vitor’”.

Os nove premiados do terceiro ao primeiro lugar receberam mochilas com kit-escolar, em uma cerimônia realizada no dia 31 de agosto na sede da Merck Sharp & Dohme. O diretor de comunicação corporativa da empresa, João Sanches, disse que foi emocionante ver os trabalhos dos alunos de Francisco Morato. “Esse é um projeto-piloto que, no futuro, pode ser levado para outras escolas.” Segundo Sanches, uma das maneiras de ajudar o Brasil é trabalhar na melhoria das condições de saúde e educação da população. “São prioridades que farão o brasileiro ter melhor qualidade de vida.
 
 


Inmed desenvolve projetos em Francisco Morato há 11 anos

A atuação da Inmed Brasil, em Francisco Morato, teve início em 1995, com o programa Crianças Saudáveis, Futuro Saudável, promovido em vários anos seguidos, graças ao apoio de diferentes parceiros: Interfarma (1995 a 1997), AT&T (1999), Nestlé (2000 a 2001) e Fundação Levy Strauss (2004).

Crianças Saudáveis, Futuro Saudável promove o envolvimento de líderes comunitários, agentes de saúde, pais, alunos e funcionários das escolas por meio de atividades educativas nos temas de higiene e saúde. O projeto, ainda em atividade, em vários estados brasileiros, realiza exames de fezes, hemoglobina, peso e altura. Verifica o grau de infestação parasitária, anemia e a condição nutricional das crianças. Dá suplementação de vitaminas e ferro para anemia e deficiência nutricionais. Distribui anti-helmínticos. Oferece kits, com escova de dentes, pasta dental e folheto educativo.


Maria Paula de Oliveira
A dona de casa Maria Paula de Oliveira, 41 anos, foi uma das muitas pessoas beneficiadas com o projeto. Sua filha Daiane, de 14 anos, tinha verminose. “A minha menina sentia dores na barriga, dormia mal à noite, sofria muito. Depois que ela tomou o remédio (anti-helmíntico), acabaram as dores. Ela sarou. Nunca mais teve problema.”

Além de tratar as crianças com o Pantelmin®, doado pela Janssen-CilagFarmacêutica, a Inmed Brasil investe na educação, ensinando como é possível prevenir as verminoses, com a adoção de medidas simples e eficazes de higiene.

Hortas - O programa Horta Brasil, em parceria com a GE (General Eletric), começou em 2005 e foi concluído em julho de 2006. Foram construídas hortas nas escolas Afonso Moreno, Padre Luiz Sérgio e Vitória IV, além de avaliação nutricional dos alunos.

Na escola Lydia Scaletti Walker, o Horta Brasil tem a parceria da empresa de biotecnologia Serono e ainda está em atividade. A empresa doou balança digital, impressos com curvas de crescimento e antrômetro (régua de metal). A horta encontra-se em expansão e produz muitos alimentos, usados no reforço da merenda escolar.

Horta na escola Lydia Scaletti Walker

Em agosto, houve uma reunião, na Lydia Scaletti, entre pais, educadores e representantes da Serono e Inmed Brasil. Foram passados os resultados das avaliações e alunos com crescimento retardado passaram por exames físicos completos.

Horta Brasil promove a construção de hortas escolares e comunitárias em escolas públicas. Busca combater a desnutrição e a obesidade. Desenvolve manuais de orientação sobre valores nutricionais, distribuídos a educadores e alunos, e avalia a qualidade nutricional das merendas escolares. Ensina a purificar a água por meio da filtração solar, para torná-la potável.

Formação - Outro projeto da Inmed Brasil ainda em atividade, em Francisco Morato, é o Rede In_Formação, em parceria com a GE Foundation, que começou em 2005 e vai se estender até 2007.

O Rede In_Formação melhora a qualidade do ensino por meio da formação continuada de professores de educação infantil e ensino fundamental. Proporciona a inclusão digital e troca de experiências entre os educadores.

Professores da rede pública durante formação

 


Gente que faz a diferença

A atuação da Inmed Brasil, em cidades como Francisco Morato, só é possível quando se estabelecem parcerias, que viabilizam os projetos. As parcerias podem existir entre o terceiro setor e o governo; o terceiro setor e a iniciativa privada; ou ainda, na forma de triângulo, com o terceiro setor, o governo e a iniciativa privada formando os vértices.

Na prática, os projetos só transformam a realidade, quando há o envolvimento de pessoas comprometidas com as mudanças. Esse é o caso de uma velha conhecida e parceira da Inmed Brasil, a vice-diretora Maria Gorett Lima da Silva, 51 anos.


Maria Gorett, vice-diretora

Atualmente, Gorett trabalha na Escola Estadual Luiz Sérgio Pacheco do Nascimento. Faz oito anos que ela participa com entusiasmo dos projetos, desenvolvidos pela Inmed, em Francisco Morato.

“O primeiro trabalho que nós realizamos aqui foi o Crianças Saudáveis, Futuro Saudável, na escola Vanda Terezinha Nalin, no bairro Jardim das Rosas”, ela conta. “No dia do encerramento do projeto, fizemos uma apresentação belíssima sobre verminoses, com apoio de jograis, música e teatro.”

O mais importante, segundo Gorett, era o envolvimento dos pais e responsáveis. “Eles vinham falar que os filhos estavam mais conscientizados sobre a importância das frutas e verduras na alimentação diária, além da mudança de hábitos de higiene.”

“Lembro que um dia veio uma mãe e me disse: ‘Dona Gorett, minha filha está mais preocupada com a higiene pessoal. Agora, ela lava as mãos diariamente antes das refeições’. Isso mostra que é possível conscientizar as crianças, com o apoio de música, poesia, palestras, livros.”

Mais recentemente, em 2005, durante a implantação do projeto Horta Brasil, Gorett conta que foi construída uma horta experimental na Escola Luiz Sérgio Pacheco do Nascimento. Desde então, já houve várias colheitas de alface, salsinha, beterraba, cenoura, brócolis, coentro, couve.

Gorett relata:

“Nós já doamos alface e couve para outras escolas. Dentro do projeto, também é feita a pesagem das crianças, administração de vermífugos e complexos vitamínicos. As mães e professores disseram que a aprendizagem dos alunos melhorou. É muito gratificante participar de um trabalho como este que traz tantos resultados.”

O próximo passo, segundo Gorett, será dar a cada classe a responsabilidade de cuidar de um canteiro. “Os alunos se sentem úteis e gostam de trabalhar na horta. As mães contam pra gente: ‘Nossa, dona Gorett, como é importante ter essa horta na escola. A minha criança, que detestava verdura, agora gosta e pede para eu fazer em casa’”.

O sucesso da horta construída na Escola Estadual Luiz Sérgio Pacheco do Nascimento permite que o plantio seja ampliado, devendo no futuro ocupar cerca de 100 metros de um terreno ainda não aproveitado.
 
 


Uma horta brota na periferia

A Escola Estadual Professora Lydia Scaletti Walker fica no bairro Batista Genari, na periferia de Francisco Morato. As casas em volta estão ainda em processo de conclusão, conforme denunciam os blocos à mostra e a pintura ainda por fazer. As ruas têm aspecto precário e, em volta, não se vêem outros prédios públicos. A escola é um ponto de referência, uma das poucas presenças da esfera pública no local.

Quando se entra na escola, a atenção se volta para dois grupos de alunos, um deles formado por meninos, e outro por meninas. Eles trabalham nas duas hortas, existentes na instituição de ensino. Colocam água nos canteiros, tiram pedras e detritos e preparam o terreno para novos plantios.

O movimento é coordenado pelo professor de geografia Marcos Aurélio de Souza Brito, 21 anos. “Os alunos aprendem a trabalhar em equipe. O que antes era um terreno baldio, ocioso, hoje produz alface, beterraba, cenoura, coentro, salsinha e cebolinha.”

As hortas produzem alimento fresquinho, que enriquece a merenda escolar, e servem como subsídio pedagógico. Os canteiros foram construídos durante o projeto Horta Brasil, da Inmed em parceria com a GE.


Márcia Manoela e Marileide Silva
No grupo das meninas, as alunas da 6ª série Márcia Manoela Santos Silva e Marileide Silva Ferreira, ambas com 12 anos, trabalham com dedicação. “A gente começou a horta depois das férias (de julho), como atividade das aulas de ciências e geografia. Aprendemos um monte de coisas, principalmente, como amaciar a terra com calcário e aplicação de esterco”, relata Márcia Manoela.

A colega Marileide disse que o grupo tem se dado bem: “Nós dividimos as tarefas por igual, de maneira que cada menina faça algo”.

Na equipe dos meninos, o aluno Alex Rodrigo Barros de Araújo, 12 anos, 6ª série, estava contente com a atividade: “Acho legal trabalhar na horta. Além de ajudar a escola, estamos ajudando a gente mesmo”. Segundo Alex, a escola fica mais bonita e a horta estimula os estudantes. “A gente aprende os processos de adubação e plantio. É muito bom comer algo que a gente mesmo plantou.”

As meninas Márcia Manoela e Marileide colheram um pé de couve e levaram para a merendeira Leonice Alves dos Santos, 49 anos, refogar com alho, cebola, óleo e sal. As alunas acompanharam todo o processo de cozimento, enquanto a verdura era refogada, e depois experimentaram para ver se havia ficado bom.

“A melhor coisa que fizeram na escola foi essa horta. É tudo fresquinho, tirado na hora. É um reforço alimentar a mais para as crianças”, afirmou a merendeira Leonice.

A diretora Noemi Ruiz, 38 anos, duvidava da viabilidade do projeto. “A escola não era bem vista na comunidade, por ser muito fechada, voltada para si mesma. Muitos projetos, anteriores ao Horta Brasil, não avançaram. Depois, com a participação das crianças e da comunidade, foi possível avançar.”

Voluntária – O trabalho dos alunos nas hortas da Escola Lydia Scaletti Walker é mais pedagógico do que prático. Grande parte do sucesso da iniciativa deve-se ao trabalho de voluntárias como Valderes de Souza Guilherme, 47 anos. Ela teve três filhas que estudaram na Lydia Scaletti e desde então tem participado de várias atividades, inclusive a construção da horta.

“Faz 15 anos que sou voluntária na escola. As minhas filhas cresceram, se formaram e eu continuei trabalhando. Ajudei na elaboração da merenda, na limpeza, incentivei as crianças a estudar, a fazer os deveres de casa e agora estou ajudando na construção da horta.”

A voluntária Valderes de Souza Guilherme

Valderes nasceu em Pindaí (BA). “Meu presente de aniversário de 7 anos foi uma enxada”, ela brinca. Desde criança, mexendo com plantações, ela diz que a terra não tem segredos. “É amor, carinho, gostar do que faz.” O sonho de Valderes é ampliar a horta, aproveitando áreas da escola ainda ociosas. “Sou muito feliz e realizada. Foi um sonho concretizado o dia em que conseguimos nossa primeira colheita”.

 


Cidade surgiu durante construção da Santos-Jundiaí

A área de 45 km², hoje ocupada pelo município de Francisco Morato, pertencia no século XIX ao empresário Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá. Era uma fazenda, chamada Campos do Juqueri.

Vizinho dessa fazenda, havia um lugarejo denominado Vila Bethlém (ou Bethlehem, “Belém”, derivado do hebraico e do árabe), onde funcionava a sede da Companhia Fazenda Belém (associada da São Paulo Railway, ou “inglesa”).

Essa empresa de capital britânico e brasileiro foi constituída em 1858, com o propósito de construir a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí.

Na casa-sede da Vila Bethlém, ficavam os operários que estavam trabalhando no túnel que atravessava a Serra do Botujuru. Concluído o túnel, a São Paulo Railway comprou a fazenda do Barão de Mauá, transformando a área em uma fazenda de eucaliptos, que fornecia a lenha usada nos trens da Santos-Jundiaí.

Em 1900, a fazenda do Barão de Mauá e a Vila Bethlém haviam se transformado na Vila de Belém. Como viria a acontecer com outras cidades, surgidas ao longo da Santos-Jundiaí, o mesmo ocorreria com Francisco Morato. O que era uma vila se transformaria em distrito (da cidade vizinha, Franco da Rocha) e posteriormente em município.

Nome - Francisco Antonio de Almeida Morato (1868-1948) foi político, advogado, professor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e fundador da Ordem dos Advogados.

Exilado durante a ditadura Vargas (1930-1945), Francisco Morato foi também um dos heróis da Revolução de 1932, organizando uma frente única contra a intervenção federal em São Paulo. Terminado o período ditatorial, Francisco Morato assumiu as Secretarias do Interior e Justiça de São Paulo.

Em 1954, a Vila Belém recebeu o nome de Francisco Morato. Em 1965, houve um plebiscito e Francisco Morato emancipou-se de Franco da Rocha. Na época, as ruas eram de terra, a geografia acidentada e viviam na localidade 5 mil pessoas.

O túnel da Serra do Botujuru, que na prática deu origem à cidade, tornou-se símbolo de Francisco Morato e hoje pode ser visto imortalizado no brasão do município.

O crescimento industrial acelerado de São Paulo atingiu indiretamente Francisco Morato, que viu sua população crescer de 5 mil para 150 mil habitantes, em um curto período de 30 anos. O município hoje é uma cidade dormitório. Os moradores, em sua maioria, são migrantes, que usam o trem como meio de transporte para se deslocar à capital e outras cidades com maior oferta de empregos.

Levantamento do Ministério da Saúde, de 2004, mostra que a violência é responsável por 37% das mortes, em Francisco Morato. A Aids – tema do programa Prevenção Quanto Antes Melhor da Inmed Brasil - causa 12,3% dos óbitos. Mesmo número dos acidentes fatais de trânsito na cidade.

 
 

Parceiros da INMED Brasil
USAID Brasil e o Global Development Alliance of USAID; Monsanto Fund e Monsanto Brasil; GE Fund e
GE Brasil; El Paso do Brasil; Termonorte; Rio Polímeros; Johnson&Johnson e Janssen-Cilag do Brasil;
Colgate-Palmolive; Allen Foundation; Merck Sharp&Dohme; Ache Laboratórios; e a
ONG INMED Partnerships for Children.

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