Concurso
de prevenção a Aids
premia alunos de Francisco Morato
A Inmed
Brasil, em parceria com o laboratório
farmacêutico Merck Sharp & Dohme – Brasil e
a Secretaria de Educação de Francisco
Morato, premiou os vencedores do concurso Prevenção
na Ponta do Lápis sobre DST/Aids. Participaram
5.443 alunos de oito escolas de Francisco Morato (SP),
com idades entre seis e 14 anos, de 1ª a 6ª séries.
Veja a lista dos vencedores:
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Desenho
vencedor do concurso
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Categoria Desenho (crianças
de 8 a 9 anos) - tema De onde Viemos: 1) Pablo Garcia
Domingues (2ª série); 2) Luana Conceição Ribeiro
(2ª série); 3) Gustavo Leme Silva (2ª série);
Categoria
Pôster (crianças
de 9 a 10 anos) - tema Como Prevenir as DSTs: 1) Denis
Henrique da Silva Lizardo (3ª série); 2) Luiz Carlos
Torres de Gois (3ª série); 3) Gabriela Fernandes
do Nascimento (4ª série);
Categoria
Redação (crianças
de 11 a 12 anos) - tema Como Prevenir as DSTs:1) Vitor
Silva (5ª série); 2) Wesley Henrique Alves Gomes
(5ª série); 3) José Lucas de Arruda (6ª série).
A
cerimônia de entrega dos prêmios (mochilas e material
didático) aconteceu na tarde de quinta-feira (31/8), na
sede da Merck Sharp & Dohme, em São
Paulo.
O
concurso é parte do programa Prevenção,
Quanto Antes Melhor, lançado em 2005, pela Inmed
Brasil e a Merck Sharp & Dohme,
com apoio da Secretaria de Educação de
Francisco Morato.
O
programa teve um ano de duração e buscou educar
crianças de 6 a 14 anos sobre sexo, risco da contaminação
por doenças sexualmente transmissíveis e HIV/Aids.
Para colocá-lo em prática, a Inmed recebeu uma
doação de R$ 112 mil da Merck Sharp & Dohme.

Sonia
Maria da Silva
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Polêmica
- As aulas sobre sexualidade
provocaram polêmica
entre os pais dos alunos. A dona de casa Sonia Maria
da Silva, 38 anos, três filhos, disse que ficou
chocada. “Eu sou uma pessoa conservadora e não
acho certo falar sobre sexo para crianças.” Sonia
Maria afirmou que a “idade ideal”, para discutir
esse assunto seria durante a adolescência, “quando
eles estiverem com 15 e 16 anos, antes disso, não”. |
Delza Laura da Silva Bueno, 41 anos,
dona de casa, uma filha de 10 anos cursando a 4ª série, pensa
de forma diferente. “Gostei da iniciativa, porque
não são todos os pais que conseguem falar
sobre sexo com os filhos.” Delza contou que sua filha
achou uma camisinha e perguntou para o pai, para que servia
aquilo. “O meu marido falou que era para tampar garrafa
de cerveja.”
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Delza
Laura da Silva Bueno
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Ana
Valquíria
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A
supervisora de loja Ana Valquíria, 30 anos, dois
filhos de 10 e 9 anos, revelou que nunca conseguiu falar
sobre sexo com seus filhos. “Tenho muita vergonha
e para mim foi um alívio, quando a escola começou
a passar essas informações.” Ela
foi assediada por parentes, quando criança, e
ficou traumatizada. “Por isso, acho muito importante
que os alunos aprendam sexualidade na escola. Eu era
adolescente, quando fui saber o que era uma relação
sexual. Para mim, foi um choque.” |
A
diretora executiva da Inmed Brasil, Joyce Capelli, corrobora
o título do programa Prevenção,
Quanto Antes Melhor e diz que geralmente os programas
de prevenção
nesta área chegam muito tarde, quando adolescentes de
15 e 16 anos já iniciaram sua vida sexual. “A informação
deve chegar de maneira clara e objetiva. As escolas devem assumir
esse papel educativo, de prevenção”, afirma
Joyce.
Levantamento
do Ministério da Saúde mostra que
a Aids é responsável por 14,6% do coeficiente de
mortes em Francisco Morato (em 100 mil habitantes). O dobro das
mortes provocadas naquele município por acidentes de trânsito.
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4123-8159