Programa
Horta Brasil
vai à África do Sul
O
programa Horta Brasil ultrapassa
fronteiras e chega à África do Sul. A diretora
executiva da Inmed Brasil, Joyce Capelli, viajou
neste mês (setembro/2006) para Johannesburg, onde
treinará integrantes de uma ONG (organização
não governamental) local, a JAM (Joint
Aid Management).
Além da construção
dos canteiros em escolas, a Inmed Brasil vai
divulgar na África
do Sul projetos interdisciplinares bem-sucedidos, desenvolvidos
em instituições de ensino brasileiras. O Horta
Brasil permite que os alunos participem da construção
da horta e recebam informações sobre a importância
de uma alimentação saudável e natural.
Os
produtos cultivados podem ser um instrumento de resgate da
cultura alimentar regional. Podem também servir como estímulo
para a aprendizagem. O professor está apto a ensinar ciências
(cadeia alimentar, nutrientes do solo, qualidades nutricionais
das hortaliças cultivadas); é capaz ainda de associar
o plantio à matemática (noções de
conjunto, figuras geométricas) e à administração
(divisão de trabalhos, formação de mudas,
irrigação).
Depois
de pronta, a horta torna-se uma atração
dentro da escola. Se usar a criatividade, a direção
pode promover um festival da colheita, incrementar o cardápio
da merenda e ainda criar uma cozinha experimental, onde os alunos
descubram novas receitas, para serem saboreadas na cantina da
escola.
O programa Horta Brasil foi
rebatizado na versão
internacional de Futuros Saudáveis na África
do Sul (Healthy Futures South Africa). Os modelos de implementação
e avaliação do programa serão os mesmos
utilizados pela Inmed no Brasil. A empresa parceira
que tornou possível exportar o modelo brasileiro para
o continente africano foi a Monsanto.
A ONG parceira da Inmed na África,
a JAM, existe
desde 1984 e realiza trabalhos em países como África
do Sul, Moçambique, Angola, Sudão, Congo e Ruanda.
A organização africana focaliza sua atuação
em programas de merenda escolar, água potável/saneamento,
desenvolvimento da agricultura e combate a doenças como
malária, tuberculose e Aids. Atende cerca de 350 mil crianças
diariamente por meio de programas nutricionais em escolas da África.
Entrevista
com a diretora executiva da Inmed Brasil,
Joyce Capelli:
O
que a sra. fará na África
do Sul?
Joyce Capelli - Irei treinar uma ONG local
para desenvolver o programa Horta Brasil. O projeto
será desenvolvido na periferia de Johannesburg e irá atingir
10 mil crianças inicialmente. O treinamento terá duração
de uma semana.

Joyce
Capelli, diretora executiva da Inmed Brasil
|
Qual
experiência brasileira pode ser transmitida
aos africanos?
Joyce Capelli - Incorporar
a horta como uma ferramenta pedagógica, além
de utilizar o produto dela para melhorar a merenda escolar.
O excedente da horta é
distribuído para familiares das crianças, proporcionando também
uma melhora
na alimentação da comunidade. Muitas ONGs e empresas simplesmente
montam a horta e deixam lá, à parte da educação.
Perdem a chance de organizar projetos interdisciplinares além de discutir
valores importantes na educação, como conceitos de saúde,
responsabilidade e organização. |
Quem
tornou isso possível?
Joyce Capelli – Uma das nossas empresas
parceiras, a Fundação Monsanto.
O que a sra. considera mais importante nessa viagem?
Joyce
Capelli – Constatar
que o Brasil tem projetos muito bem-sucedidos, com organizações
capazes, sérias, que podem exportar experiências.
Inmed
Brasil é uma organização não-governamental
sem fins lucrativos, registrada como Oscip (Organização
da Sociedade Civil de Interesse Público) dedicada a inspirar
e fortalecer comunidades por meio de programas que melhoram as
condições de saúde e alimentação
das populações que atende. O objetivo da Inmed é proporcionar
o desenvolvimento de crianças saudáveis, com
melhores oportunidades no futuro.
Contatos:
Joyce
Capelli, diretora executiva da Inmed Brasil – telefone:
(11) 9909-9651; Inmed Brasil ( www.inmed.org.br) – (11)
3815-9079 – Rua Jericó, 255, cjs. 41/42, Vila
Madalena – São
Paulo. CEP 05435-040.
Escritório de Mídia – (11)
4123-8159